Caos Farmacêutico: A Influência da Publicidade nos Remédios
Caos Farmacêutico: A Influência da Publicidade nos Remédios
Publicado por Aldo Della Monica em
Descubra como a publicidade gerou um verdadeiro caos farmacêutico na vida de Jorge Sebastião, transformando-o em um laboratório ambulante de remédios.
𝑵𝑨̃𝑶 𝑺𝑨𝑩𝑬 𝑸𝑼𝑨𝑳 𝑷𝑹𝑬𝑺𝑬𝑵𝑻𝑬 ? 𝑴𝑬 𝑫𝑬̂ 𝑹𝑬𝑴𝑬́𝑫𝑰𝑶𝑺...
Jorge Sebastião, coitado, virou um verdadeiro laboratório ambulante. A cada nova consulta médica, era como se ganhasse um brinde: duas, três, às vezes até quatro novas caixinhas para engrossar sua “dieta farmacológica”. Uma coisa era certa: a medicina, com suas especializações, não deixava ninguém de fora, e o Sebastião, bom pagador, era prova viva disso.
Com o tempo, o pobre Jorge, ou Tião, como a família o chamava, virou um mestre na arte de organizar remédios. Sua prateleira era um exemplo de ordem e disciplina: tudo em ordem alfabética, como se fosse uma biblioteca de farmácia. E quando surgia aquela promoção na ultrafarmas da vida, ah, ele se esbaldava! Fazia estoque dos seus remédios de uso contínuo, e lá ia ele, com sua planilha de datas de validade, organizar tudo como um verdadeiro general.
“Pô, que massa!”, dizia ele, todo satisfeito com a organização impecável, mas, cá entre nós, no fundo, ele percebia que sua vida havia se transformado num mero administrar de caixas de remédio. Que fase! Para dar uma distraída na cabeça, resolveu se jogar nos programas vespertinos. Coisa de mulher, diriam alguns, mas, convenhamos, a grade da TV sempre foi pensada por homens, então, não me venham com acusações de misoginia. A verdade é que, em poucas semanas de “Mulheres Ricas e Outras Futilidades”, Tião passou a incorporar novos remédios à sua vasta coleção. Aqueles com eficácia duvidosa, alguns que prometiam curar desde ouvido entupido até "leves" infartos, ou "síndrome do intestino tímido".... O que?? Não sabe o que é síndrome do intestino tímido. OK, pra facilitar sua vida, essa síndrome é também conhecida como "parcoprese"... CAPICI ?!.....HA HA AH
Bem, o efeito da TV foi, no mínimo, dramático. Tião, o velho organizado, agora ia às compras munido de uma lista com todos aqueles nomes mirabolantes que via na TV, e não importava se o remédio era para dor de unha encravada, ele comprava. Passou a colecionar xaropes, pomadas, pastilhas. Sua vida, antes regida pela ordem alfabética e data de validade, se transformou num caos farmacêutico.
E foi numa dessas tardes de TV, enquanto assistia a um programa que ensinava a “rejuvenescer 20 anos em 15 dias comendo só alface”, que a vida de Tião teve uma reviravolta digna de novela mexicana. Ele, todo empolgado com a ideia de “voltar aos 40”, resolveu experimentar um desses shakes milagrosos. Resultado? Tião, que já era quase um zumbi farmacológico, começou a emitir sons estranhos, algo entre um “tic-tac” e um “boom”. Saia correndo pela casa, batendo a cabeça nas paredes, falando palavras sem nexo. Parecia um personagem de desenho animado, uma mistura de Pica-Pau com Frankenstein.
A família, assustada, tentava acalmá-lo. Mas Tião, com os olhos arregalados, gritava: “Eu sou o Farmaco Man ! O super-herói da farmácia! Vou curar o mundo com meus comprimidos mágicos!”. Uma tarde, ele subiu em cima da mesa, abriu os braços e tentou voar. É claro que não voou, caiu no chão, no meio de um monte de caixas de remédio. E foi aí, naquele momento de caos completo, que a ficha caiu: ele estava viciado em remédios, mas, pior, em comerciais de remédios!
Na verdade foram as caixas de remédio que lhe pouparam um grande sofrimento. Ao cair, as embalagens amorteceram a queda de Tião, fazendo com que ele se livrasse de uma severa fratura do fêmur ou de coisa pior.
E foi assim que Jorge Sebastião, o Tião, virou a prova viva de que a publicidade, às vezes, faz mais estrago do que qualquer doença. E que o remédio para a vida, às vezes, é desligar a TV e sair para respirar um pouco de ar fresco. E, quem sabe, E SE POSSIVEL, eleger um único médico para orientá-lo depois de todas as suas excursões pelas especialidades médicas disponíveis.
𝓐𝓵𝓭𝓸 𝓓𝓮𝓵𝓵𝓪 𝓜𝓸𝓷𝓲𝓬𝓪
- Organização vs. Caos: A narrativa ilustra a transição de uma organização exemplar para um caos causado pela influência externa.
- Influência da Publicidade: Evidencia como os comerciais podem levar ao consumo desenfreado e à automedicação.
- Riscos da Automedicação: Destaca os perigos de confiar cegamente em promessas milagrosas e a necessidade de orientação médica.
"Eu sou o Farmaco Man ! O super-herói da farmácia! Vou curar o mundo com meus comprimidos mágicos!"
Aspecto | Observação |
---|---|
Organização | Estrutura alfabética e controle dos remédios |
Caos | Excesso de remédios e influência da publicidade |
Conclusão
A história de Tião serve como um alerta sobre os riscos da automedicação e a poderosa influência da publicidade. Em meio a um caos farmacêutico, é essencial repensar o consumo de remédios e buscar orientação médica adequada.
Gostou do conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião!
Comentários