Culinária Paraense: saiba porque foi eleita a melhor do Brasil

Culinária Paraense é um assunto que merece muitas palavras

Culinária Paraense é um capitulo à parte neste Viajando na Culinária. Longe de mim achar que neste post vou contemplar toda a gastronomia paraense. Uma pessoa que ficou somente nove dias em Belém e teve que conciliar seus passeios com atividades de um congresso não consegue experimentar tudo que Belém oferece em termos de gastronomia. Mas vamos lá! darei dicas de locais para comer e deixar minha opinião sobre o estabelecimento e os pratos. Alguns eu até já falei aqui em posts anteriores, mas neste resolvi reunir absolutamente todas as minhas experiências gastronômicas paraenses.

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Chalé da Ilha

Fui duas vezes na Ilha do Combú. Na primeira fui para o restaurante Chalé da Ilha, um dos últimos do igarapé. Encontramos um cardápio variado, com porções, entradas, pratos feitos, sobremesas, etc. Eu queria comida regional. Por isso, comprei o famoso tacacá.Tacacá

vatapa do tacaca do renato culinaria paraense

Confesso que não curti muito (Sorry, amigos paraenses). Comi só enquanto tinha camarão. Depois que o camarão acabou eu não comi mais. Sorte minha que meus amigos pediram pirarucu com leite de côco, que estava muito bom.Pirarucu com leite de côco

Combu Grill Tambaqui na Brasa

No último dia de viagem voltei à Ilha de Combu com um outro grupo de amigos. Dessa vez, fui almoçar no restaurante Combu Grill. O cardápio era menos variado do que o do Chalé da ilha, mas a comida era muito boa. Comemos um inesquecível tambaqui na brasa. Inesquecível mesmo!

Filha do Combu Bombons

Nas duas idas à ilha visitei a fábrica de chocolate Filha do Combu, criada por uma moradora local. A moradora se chama Nena e fabrica chocolate artesanal orgânico. Utiliza matéria prima da Ilha do Combu em todo o processo de produção. Na fábrica de chocolate é possível degustar. O brigadeiro de colher é o melhor que eu já comi. Também gostei muito dos bombons, feitos com frutas regionais. Comprei os de castanha do pará, cupuaçu e bacuri.

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Iacitatá

Na Cidade Velha fica o Iacitatá, ponto de cultura alimentar. A ideia do estabelecimento é fazer o que eles chamam de uma comida sem ruralista, ou seja, saudável para os humanos e todo o planeta. O Iacitatá apoia também a luta pela terra, se posiciona contra o latifúndio. Muitos dos alimentos feitos no Iacitatá são provenientes da floresta Amazônica e dos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), maior produtor agroecológico das Américas.

Quando estive lá eu pedi um prato feito: Maniçoba Moqueada. Ele é preparado a lenha pelas mulheres da comunidade de Chicano, que fazem pratos tradicionais da culinária paraensse O prato é feito com maniva a lenha e carnes de porco moqueadas em forno selado de barro. Delicioso!Maniçoba Moqueada

Entre os demais pratos do cardápio estão sobremesas e entradas como Frito do Vaqueiro (carne de búfalo cozida na própria banha com farinha), sucos e cerveja artesanal. Nada de refrigerante. O Iacitatá fica na Travessa Padre Champagnat, na Cidade Velha, próximo à Casa das 11 Janelas, Forte do Presépio, Igreja de Santo Alexandre e Catedral Metropolitana de Belém.

tuchaua refrigerante

Mercado Ver o Peso

Queria muito comer frutas típicas do Pará. E foi no Mercado Ver o Peso que encontrei algumas. Na banca de dona Carmelita eu comprei: tucumã, buriti, jucuati, buçu, abil, abricó e camichê. Esta última não achei na internet com esse nome, mas sim como esfregadinha.Camichê

Gostei do tucumã, mas não é “oh, que maravilha!”. O buriti e o jucuati são muito duros. Fiquei com preguiça de quebrar. O buçu, na verdade, nem sei se é de fato uma fruta. Só sei que a gente abre ele nas extremidades e bebe a água que ele tem. Não gostei. É muito amarga. Adorei o abil e o abricó. O abil lembra um pouco em seu sabor a fruta do conde. O camichê também é gostoso. Em sua aparência ele lembra a ameixa, mas é mais adocicado.Abil e abricó

Foi também no Mercado Ver o Peso que comprei castanhas do pará, castanhas de caju, semente de gergelim, etc. Comprei essas sementes e as castanhas do pará na barraca do Seu Manoel. As castanhas são muito gostosas, muito mais que as que compramos aqui no Espírito Santo. As que consumimos aqui são um pouco secas, as de lá são mais crocantes.Barraca do Seu Manoel

No mercado também provei a famosa coxinha de unha. Adorei a coxinha, que é com recheio de caranguejo. Gostei do suco de bacuri, apesar de muito adocicado.Coxinha de Unha

No Mercado de Ferro, que faz parte do complexo Ver o Peso, tem umas lanchonetes e foi lá que provei o açaí com peixe frito. Uma delicia da culinária Paraense. Cheguei a ir no Point do açaí, mas achei muito caro e resolvi procurar outro lugar. No Pará, ao contrário do Espírito Santo, açaí é refeição. Meus amigos paraenses erradicados em terras capixabas sempre me falaram que nosso açaí é xarope e que o de lá é melhor, mais concentrado. De fato é melhor, bem mais concentrado. Mas senti falta do doce e taquei açúcar. E não foi pouco. Foi muito bom comer açaí com peixe frito e uma farinha, que segundo um leitor do blog, é farinha de tapioca, mas parecia isopor (rs).Açaí com peixe frito

peixe paraense

Guaraná da Ana MariaNo Guaraná da Ana Maria (Foto: Othon Lino)

Praticamente ao lado do Memorial Indígena tem uma barraca na qual Ana Maria vende guaraná. Os sabores são OvoMaltine, chocolate e morango. Além de ser saboroso, o atendimento de Ana Maria é sensacional. Ela é a simpatia em pessoa.

Tacacá do Renato Vatapá

Fui no Tacacá do Renato e provei um delicioso vatapá. Na culinária paraense é um vatapá diferente daquele que conhecemos em Salvador. Escolhi esse prato porque tinha opção de tirar o jambú, e como disse em posts anteriores eu não gosto de jambú. Por isso não pedi tacacá, pato no tucupi e outros pratos que eles servem no estabelecimento. Quem comeu falou que estavam muito bons.

Refrigerantes

guaraná garoto

Teve um dia que almocei na cantina da Universidade Federal do Pará. Foi quando vi uma garrafa de um refrigerante chamado Garoto. Achei estranho o nome, pois tem uma marca de chocolate com o mesmo nome e pensei se isso não dá processo. Comprei uma garrafa, pois não tem latinha. Gostei. É de guaraná, mas é mais forte que o guaraná Antártica, por exemplo.Guaraná Garoto

Foi na UFPA que também comprei uma lata de um refrigerante de guaraná chamado Tuchaua. Também gostei e achei o sabor bem próximo ao do guaraná Antártica.Guaraná Tuchaua

Em uma padaria próxima à praça da República comprei uma lata de Cerpa Cola, outro refrigerante de guaraná do Pará. Este eu achei mais adocicado, mas não tanto quanto o maranhense Guaraná Jesus. O Cerpa Cola, assim como os outros dois refrigerantes que provei no Pará, também é bom.

Xícara da SilvaAçaí com côco

Estive com alguns amigos na pizzaria Xícara da Silva. Lá eu provei um sorvete de açaí com côco que não sai da minha cabeça. Se eu fosse rica voltaria no Pará uma vez por mês só para prová-lo novamente. É simplesmente maravilhoso. O cardápio do estabelecimento também conta com alguns pratos diferentes para mim, como a pizza de cupuaçú. Uma pena que eu não pude provar.Pizza de Cupuacú é coisa que só se encontra na culinária paraense.

Sorveteria CairuSorvete de Uxi

sorvete de uxi cairu

Na Estações das Docas fui na famosa sorveteria Cairu. Comi o sorvete de Uxi, cujo sabor é uma mescla de doce com azedo. Saborosíssimo. Segundo o que pesquisei, Uxi é uma árvore nativa da Amazônia. Na sorveteria Cairu tem muitos outros sabores de sorvete de frutas da região.

Churrascaria Grão Pará

Em frente à Praça da República tem a Churrascaria Grão Pará. Para quem quer um lugar de comida, digamos, convencional, é uma boa opção. Estava sentindo falta de comer carne vermelha. Em Belém se come muito marisco. É uma churrascaria com self service.

Fotos: Elaine Dal Gobbo

Data: 5 de dezembro de 2019 FONTE: porai2

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