Daíra encontra Belchior em uma belissima interpretação de Alucinação.

Daíra

Daíra

Início da Carreira

A cantora Daíra iniciou sua carreira ainda criança, cantando no programa Gente Inocente da Rede Globo, onde conquistou o primeiro lugar logo em sua primeira aparição, e no teatro musical.

Daíra Canta Belchior

Aos 21 anos foi considerada atriz revelação ao protagonizar o musical Baby (Broadway), sendo aclamada pela crítica e pelo público. Seu disco de estreia, “Flor”, lançado em 2014, foi selecionado no Prêmio da Música Brasileira de 2015.

Sua voz e interpretação expressivas chamaram a atenção de grandes nomes da música, como Roberto Menescal, com quem gravou uma série de discos para o Japão e uma participação no programa Som Brasil.

Estreou os shows “Flor Pela Estrada” e “Daíra Canta Belchior”, uma homenagem à obra do icônico cantor e compositor. Com direção musical de Rodrigo Garcia, o show une a versatilidade de Belchior com o folk-blues-rock do violão e violas caipiras de Daíra e do guitarrista Augusto Feres.

Em 2016, lançou o disco “Amar e Mudar as Coisas”, em que revive a obra de Belchior. A gravação da voz e violão aconteceu ao vivo, em uma mesma sala, sem edição, trazendo ao álbum uma organicidade muito grande. O disco contou com as participações dos músicos Alex Merlino (bateria), Augusto Fere (guitarra), Ismale (acordeon), Miguel Dias (contrabaixo), Pedro Fonseca (teclados), além do violão exuberante de Rodrigo Garcia.

Fonte: Site oficial Daíra

ALUCINAÇÃO / BELCHIOR

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinaisEu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia-a-dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reaisUm preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver, cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornaisCarneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
É demais!Cravos, espinhas no rosto
Rock, hot dog…

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