O Broto e o Pato

O BROTO E O PATO

Sim, eu era uma brasa, mora. Com tchoptchura e tudo o que tinhamos direito. E você, que cantava que a história do barquinho que ia e vinha? .

Outro dia, publiquei em meu blog algumas músicas dos tempos da Jovem Guarda. Época em que a maioria dos fãs do iéiéié acabáramos de entrar numa ainda ingênua puberdade.

Como velho jovem guarda que se informou, hoje eu pertenço à categoria auto denominada de consciente e engajada. Muito dos meus interlocutores também.

Entretanto, outro dia, fiquei um tanto interessado (e com uma certa curiosidade) quando uma pessoa fez questão de avaliar os meus artistas dos anos 60, como “alienados” e de um romantismo “adocicado”.

Indaguei, então ao meu crítico, de que ele gostava naqueles tempos em que perdíamos nossas Tardes de Domingo ouvindo Erasmo, Wanderléa e Roberto

Um pouco mais velho que este velho que vos fala, ele me garantiu que curtia a Bossa Nova, uma tendência muito mais “erudita que a modinha da jovem guarda’.

Por gostar muito do sujeito em questão, me mantive calado. Apenas que, na minha próxima publicação, em vez de colocar

“Estava com um Broto no Portão”,

fiz questão de colocar que
“O Pato, vinha cantando alegremente, Qué, quén quén…..”

Como se vê, coisas de uma erudição PATOlógica

Aldo Della Monica

https://youtu.be/qGo1tvtLaR4

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